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A educação, aliada à valorização da cultura local, respeitando-se as características e necessidades particulares dos indivíduos que compõem cada micro-região é sem dúvida a resposta à maioria dos problemas sociais e ambientais que presenciamos.
Pois, sem dúvida, a parte mais importante do planeta é o lugar onde você vive! |
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Para nós do CNDA o aluno aprende fazendo e não só vendo um professor no quadro negro, achamos que antes de tudo um professor tem que criar maneiras para levar o aluno a construir seu mundo intelectual.
Pesquisas indicam que se aprende muito mais praticando, por isso é que encontramos um grande número de pessoas bem sucedidas que venceram colocando sua criatividade e seus conhecimentos em prática, e muitos excluídos do mercado de trabalho por terem entendido que bastava passar em provas de conhecimento para ter um bom salário garantido.
Acreditamos que uma boa teoria é aquela que pode ser entendida facilmente e usada na prática com sucesso. |
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Através de cursos voltados para a prática, o CNDA pode capacitá-lo para uma nova e rentável profissão, transformando-o em Agente e Gestor Socioambiental, podendo atuar em Centros de Apoio Socioambientais do CNDA, conhecidos como “C.A.S.A.”. |
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Uma boa forma para explicar o nosso ponto de vista com relação ao método de ensino adotado pelo CNDA, será reproduzindo alguns trechos do texto retirado da Revista Veja, Editora Abril, edição 1826, ano 36, nº 43 de 29 de outubro de 2003, página 20.
“Durante a estada de Richard Feynman no Brasil – um dos poucos ganhadores do Prêmio Nobel que o Brasil pôde conhecer de perto –, os alunos pediram a ele que desse uma aula sobre nossos métodos de ensino na área da física.
Começou assim a palestra: "Triboluminescência, diz no livro de vocês, é a propriedade que certas substâncias possuem de emitir luz sob atrito". E mostrou como nossos livros apresentavam a matéria pronta, incentivavam a decoreba, eram essencialmente chatos e confusos. Isso foi escrito há trinta anos, mas, pelas queixas dos alunos, nossos livros de física não melhoraram tanto quanto deveriam.
Segundo Feynman, um livro americano abordaria a questão de forma um pouco diferente. "Pegue um torrão de açúcar e coloque-o no congelador. Acorde às 3 da manhã, vá até a cozinha e abra o congelador. Amasse o torrão de açúcar com um alicate e você verá um clarão azul. Isso se chama Triboluminescência”
Criamos alunos tão bem informados que no Brasil inteligência virou sinônimo de erudição. Inteligente é quem sabe muito, quem repete as teorias e conclusões dos outros. Um dia ele poderá até ter opinião própria, mas será difícil se ninguém estimular sua curiosidade.
Sem dúvida, toda sociedade precisa de pessoas eruditas, aquelas que sabem os caminhos que já foram percorridos. Erudição não mostra necessariamente inteligência, mas demonstra que a pessoa tem boa memória.
No mundo moderno, em constante mutação, inteligência quer dizer outra coisa. Significa enxergar o que os outros (ainda) não vêem. Isso é próprio de pessoas criativas, pesquisadoras, curiosas, exploradoras, que encontram soluções para os novos problemas que temos de enfrentar.
O método de ensino eficaz, segundo Feynman, deveria formar indivíduos curiosos. O objetivo final de uma aula teria de ser formar futuros pesquisadores, e não decoradores da matéria.
A hipótese que ele levanta é o método de ensino. Damos muita teoria e informação, mas ensinamos pouco como usar as informações aprendidas. Por sua vez, os americanos sabem e aprendem menos teoria, mas devotam mais tempo aprendendo como usar a informação apresentada, sob todos os ângulos.” |